segunda-feira, 27 de setembro de 2010

É fato!

"Mas é fato, ando com preguiça de interpretar
o mundo, de entender as pessoas, de procurar os sete erros.
Gostaria de ter todas as respostas na última pagina,
de ter um manual de atitudes sensatas, ter o pensamento voltado pra Meca.
Queria que ouvesse um serviço de telessoluções
entregues a domicílio em menos de meia hora.


Que gorjeta boa eu daria."


Martha Medeiros

domingo, 26 de setembro de 2010

Ah... também acho!

Só amanhã!

Chega de desperdício!

Viver não dói

“Definitivo, como tudo o que é simples.

Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.

O sofrimento é opcional.”


Entende?!

"As pessoas não se precisam, elas se completam..."


Borboletas – Mário Quintana


Quando depositamos muita confiança
ou expectativas em uma pessoa,
o risco de se decepcionar é grande.
As pessoas não estão neste mundo
para satisfazer as nossas expectativas,
assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.
Temos que nos bastar...
nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém,
temos que nos conscientizar de que
estamos juntos porque gostamos,
porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam...
não por serem metades, mas por serem inteiras,
dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que
para ser feliz com a outra pessoa,
você precisa em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquela pessoa que você ama
e que não quer nada com você,
definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você,
e principalmente a gostar de quem gosta de você.
O segredo é não cuidar das borboletas
e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando,
mas quem estava procurando por você!


A Oração Que Eu Esqueci

Senhor,
Proteja as nossas dúvidas,
porque a Dúvida é uma maneira de rezar.
É ela que nos faz crescer, porque nos obriga
a olhar sem medo para as muitas respostas
de uma mesma pergunta.
E para que isto seja possível,

Senhor,
proteja as nossas decisões,
porque a Decisão é uma maneira de rezar.
Dai-nos coragem para, depois da dúvida,
sermos capazes de escolher entre um
caminho e outro.
Que o nosso sim seja sempre um sim,
e o nosso não seja sempre um não.
Que uma vez escolhido o caminho,
jamais olhemos para trás,
nem deixemos que nossa alma seja corroída
pelo remorso.
E para que isto seja possível,

Senhor,
proteja as nossas ações,
porque a Ação é uma maneira de rezar.
Fazei com que o pão nosso de cada dia
seja fruto do melhor que levamos dentro de nós mesmos.
Que possamos, através do trabalho e da Ação,
compartilhar um pouco do amor que recebemos.
E para que isto seja possível,

Senhor,
proteja os nossos sonhos,
porque o Sonho é uma maneira de rezar.
Fazei com que, independente de nossa idade
ou de nossa circunstância, sejamos capazes
de manter acesa no coração a chama sagrada
da esperança e da perseverança.
E para que isto seja possível,

Senhor,
dai-nos sempre entusiasmo,
porque o Entusiasmo é uma maneira de rezar.
É ele que nos liga aos Céus e à Terra,
aos homens e às crianças,
e nos diz que o desejo é importante
e merece nosso esforço.
É ele que nos afirma que tudo é possível,
desde que estejamos totalmente comprometidos
com o que fazemos.
E para que isto seja possível,

Senhor,
proteja-nos, porque a Vida é a única maneira
que temos para manifestar o Teu milagre.
Que a terra continue transformando a semente
em trigo, que nós continuemos transmutando o
trigo em pão. E isto só é possível se tivermos
Amor - portanto, nunca nos deixe em solidão.
Dai-nos sempre a Tua companhia, e a companhia
de homens e mulheres que têm dúvidas, agem,
sonham, se entusiasmam,
e vivem como se cada dia
fosse totalmente dedicado à Tua glória.
Amém.

PAULO COELHO

Querências...

(…)

não quero ser triste como o poeta que envelhece lendo mayakovski na loja de conveniência

não quero ser alegre como o cão que sai a passear com o seu dono alegre sob o sol de domingo

nem quero ser estanque como quem constrói estradas e não anda

quero no escuro como um cego tatear estrelas distraídas (…)

( Zeca Baleiro)


"... quero tudo e tanto, tanto.

quero seguir vivendo e sentindo desse jeito do avesso que me dá tanto prazer e que dói de vez em quando.

quero ir em frente com meus passos coloridos, fora do ritmo, tão meus. colher flores coloridas pelo caminho, abrir os braços para as garoas e as tempestades, dançar rodopiando as saias floridas e sujando os pés no barro úmido do sereno da noite.

quero abraçar e ser abraçada, quero beijar e ser beijada, quero acolher e ser acolhida,

quero a vida em boa companhia.

quero dizer o que penso, mesmo que não faça sentido.

quero rir do meu próprio ridículo, não ter medo de quebrar a cara, ver poesia nos pequenos detalhes onde ninguém mais vê a não ser a sem-gracice cotidiana.

quero ser o que sempre fui e todos os dias desejo continuar sendo, uma menina de cabelos bagunçados e sorriso fácil.

e quero ser mulher que acorda todos os dias olhando pra trás e saboreando o tempo que passa.

quero que o amanhã seja sempre tudo novo de novo, quero a dúvida e a pureza do que não se sabe.

quero presente, quero instante.

quero aceitar algumas coisas em mim, e mudar outras, quero a inteireza da vida à flor da pele."

Então... Um "laço" pra vocês!


''Meu Deus! Como é engraçado!
Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço...
uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo, no vestido,
em qualquer coisa onde o faço. E quando puxo uma ponta, o que é que acontece?
Vai escorregando... devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.
Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade. Tudo que é sentimento.
Como um pedaço de fita. Enrosca, segura um pouquinho,
mas pode se desfazer a qualquer hora, deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.
E quando alguém briga então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor e a amizade são isso...
Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço.''

Mário Quintana
P.s: Tem tudo a ver com o nome do blog!

Salve Ana Jácomo!


" Chega um momento em que a gente se dá conta de que, às vezes, para sermos verdadeiros com nós mesmos, precisamos ter o desprendimento para abençoar as tentativas sem êxito, agradecer pelo o que cada uma nos ensinou, e seguir. De que, às vezes, para se reconstruir, é preciso demolir construções que, por mais atraentes que sejam, não são coerentes com a ideia da nossa vida. A gente se dá conta do quanto somos protegidos quando estamos em harmonia com o nosso coração. De que o nosso coração é essencialmente amoroso, o bordador capaz de tecer as belezas que se manifestam no território das formas. De que, sabedores ou não, é ele que tem as chaves para as portas que dão acesso aos jardins de Deus. E, vez ou outra, quando em plena comunhão criativa, entra lá, pega uma muda de planta e traz para fazê-la florescer no canteiro do mundo. "
(Ana Jácomo)

Bom demais ser brotinho!!

Ser brotinho...

"Ser brotinho não é viver em um píncaro azulado: é muito mais! Ser brotinho é sorrir bastante dos homens e rir interminavelmente das mulheres, rir como se o ridículo, visível ou invisível, provocasse uma tosse de riso irresistível.

Ser brotinho é não usar pintura alguma, às vezes, e ficar de cara lambida, os cabelos desarrumados como se ventasse forte, o corpo todo apagado dentro de um vestido tão de propósito sem graça, mas lançando fogo pelos olhos.
Ser brotinho é lançar fogo pelos olhos.

É viver a tarde inteira, em uma atitude esquemática, a contemplar o teto, só para poder contar depois que ficou a tarde inteira olhando para cima, sem pensar em nada. É passar um dia todo descalça no apartamento da amiga comendo comida de lata e cortar o dedo. Ser brotinho é ainda possuir vitrola própria e perambular pelas ruas do bairro com um ar sonso-vagaroso, abraçada a uma porção de elepês coloridos. É dizer a palavra feia precisamente no instante em que essa palavra se faz imprescindível e tão inteligente e natural. É também falar ‘legal’ e ‘bárbaro’ com um timbre tão por cima das vãs agitações humanas, uma inflexão tão certa de que tudo neste mundo passa depressa e não tem a menor importância.

Ser brotinho é poder usar óculos como se fosse enfeite, como um adjetivo para o rosto e para o espírito. É esvaziar o sentido das coisas que transbordam de sentido, mas é também dar sentido de repente ao vácuo absoluto. É ter a bolsa cheia de pedacinhos de papel, recados que os anacolutos tornam misteriosos, anotações criptográficas sobre o tributo da natureza feminina, uma cédula de dois cruzeiros com uma sentença hermética escrita a batom, toda uma biografia esparsa que pode ser atirada de súbito ao vento que passa. Ser brotinho é a inclinação do momento.

É telefonar muito, estendida no chão. É querer ser rapaz de vez em quando só para vaguear sozinha de madrugada pelas ruas da cidade. Achar muito bonito um homem muito feio; achar tão simpática uma senhora tão antipática.

Ser brotinho é comparar o amigo do pai a um pincel de barba, e a gente vai ver está certo: o amigo do pai parece um pincel de barba. É sentir uma vontade doida de tomar banho de mar de noite e sem roupa, completamente. É ficar eufórica à vista de uma cascata. Falar inglês sem saber verbos irregulares. É ter comprado na feira um vestidinho gozado e bacanérrimo.

É ainda ser brotinho chegar em casa ensopada de chuva, úmida camélia, e dizer para a mãe que veio andando devagar para molhar-se mais. É ter saído um dia com uma rosa vermelha na mão, e todo mundo pensou com piedade que ela era uma louca varrida. É ir sempre ao cinema mas com um jeito de quem não espera mais nada desta vida. É o dom de falar sobre futebol e política como se o presente fosse passado, e vice-versa.

Ser brotinho é atravessar de ponta a ponta o salão da festa com uma indiferença mortal pelas mulheres presentes e ausentes. Amanhecer chorando, anoitecer dançando. É manter o ritmo na melodia dissonante.
Usar o mais caro perfume de blusa grossa e blue-jeans. Ter horror de gente morta, ladrão dentro de casa, fantasmas e baratas. Ter compaixão de um só mendigo entre todos os outros mendigos da Terra.Permanecer apaixonada a eternidade de um mês por um violinista estrangeiro de quinta ordem. Eventualmente, ser brotinho é como se não fosse, sentindo-se quase a cair do galho, de tão amadurecida em todo o seu ser. É fazer marcação cerrada sobre a presunção incomensurável dos homens. Tomar uma pose, ora de soneto moderno, ora de minueto, sem que se dissipe a unidade essencial. É policiar parentes, amigos, mestres e mestras com um ar songamonga de quem nada vê, nada ouve, nada fala.

Ser brotinho é adorar. Adorar o impossível. Ser brotinho é detestar. Detestar o possível. É acordar ao meio-dia com uma cara horrível, comer somente e lentamente uma fruta meio verde, e ficar de pijama telefonando até a hora do jantar, e não jantar, e ir devorar um sanduíche americano na esquina, tão estranha é a vida sobre a Terra."

(Paulo Mendes Campos)

sábado, 25 de setembro de 2010

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Sabem sim...



"Não há lugar para onde correr:
as mudanças,
quando precisam acontecer,
sabem como nos encontrar."
(Ana Jácomo)

Não te preocupes...

Caríssimos...

"Ainda bem que a gente tem a gente."

(Fernanda Mello)

Uma espécie de regra, sabe?!


"Depois que cansei de procurar aprendi a encontrar.
Depois que um vento me opôs resistência,
velejo com todos os ventos."

(Friedrich Nietzsche)

"Não precisa correr tanto,
o que é seu às mãos lhe há de vir..."


(Machado de Assis)



"E que esse alguém
me peça para que eu nunca mude,
para que eu nunca cresça,
para que eu seja sempre eu mesma."


(Adriana Britto)

Tudo está no olhar!

I believe too...


"I believe laughing is the best calorie burner.
I believe in kissing, in kissing a lot.
I believe in being strong,
When everything seems to be going wrong.
That happy girls are the prettiest girls.
I believe in tomorrow,
That tomorrow is another day.
And I believe in miracles."
(Audrey Hepburn)



(“ Eu acredito que rir é a melhor forma de queimar calorias.

Eu acredito em beijos, muitos beijos.

Eu acredito em ser forte,

Quando tudo parece estar indo mal.

Que as meninas felizes são as mais bonitas meninas.

Eu acredito no amanhã.

Que amanhã é outro dia.

Eu acredito em milagres.” )




"Afinal, há é que ter paciência,

dar tempo ao tempo,
já devíamos ter aprendido,
e de uma vez para sempre,
que o destino tem de fazer muitos rodeios
para chegar a qualquer parte."
(José Saramago)

domingo, 19 de setembro de 2010

Pode deixar!


Despertar

DESPERTAR
Ana Jácomo


Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que tudo começou a ganhar uma cara que, no fundo, eu já conhecia, mas havia esquecido como era. Comecei a despertar do sono estéril que, com suas mãos feitas de medo e neblina, fez minha alma calar. E foi então que comecei a ouvir o canto de força e ternura que a vida tem.

Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que ninguém começa a despertar antes do instante em que algo em nós consegue deixar à mostra o truque que o medo faz. Só então a gente começa, devagarinho, para não assustar o medo, a refazer o caminho que nos leva a parir estrelas por dentro e a querer presentear o mundo com o brilho do riso que elas cantam. Só então a gente começa a entender o que é esse sol que mora no coração de todas as coisas. Não importa com que roupa elas se vistam: ele está lá.

Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que comecei a lembrar de onde é o céu e a perceber que o inferno é onde a gente mora quando tudo é sono. Comecei a sair dos meus desertos. E a olhar, ainda que timidamente, para todas as miragens, sem tanto desprezo, entendendo que havia um motivo para que elas estivessem exatamente onde as coloquei. Nenhum livro, nenhum sábio, nada poderia me ensinar o que cada uma me trouxe e o que, com o passar do tempo, continuo aprendendo com elas. Dizem que só é possível entendermos alguns pedaços da vida olhando para eles em retrospectiva. Acho que é verdade.

Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que comecei a compreender o respeito e a reverência que a experiência humana merece. A me dar conta de delícias que passaram despercebidas durante um sono inteiro. E a lembrar do que estou fazendo aqui. Ainda que eu não faça. Ainda que os vícios que o sono deixou costumem me atrapalhar. Ainda que, de vez em quando, finja continuar dormindo. Mas não tenho mais tanta pressa. Comecei a aprender a ser mais gentil com o meu passo. Afinal, não há lugar algum para chegar além de mim. Eu sou a viajante e a viagem.

Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que comecei a querer brincar, com uma percepção mais nítida do que é o brinquedo, mas também com um olhar mais puro para o que é o prazer. A ouvir o chamado da minha alma e a querer desenhar uma vida que passe por ele. A assumir a intenção de acordar a cada manhã sabendo para o quê estou levantando e comprometida com isso, seja lá o que isso for, porque, definitivamente, cansei de perambular pelos dias sem um compromisso genuíno. E comecei a gritar por liberdade de uma forma que me surpreendeu. Antes eu também gritava, mas o medo sufocava o grito para que eu não me desse conta do quanto estava presa.

Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que comecei a desejar menos entender de onde vim e a desejar mais aprender a estar aqui a cada agora. Só sei que descobri que a solidão é estar longe da própria alma. Que ninguém pode nos ferir sem a nossa cumplicidade. Que, sem que a gente perceba, estamos o tempo todo criando o que vivemos. Que o nosso menor gesto toca toda a vida porque nada está separado. Que a fé é uma palavra curta que arrumamos para denominar essa amplidão que é o nosso próprio poder.

Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. Só sei que não importam todos os rabiscos que já fizemos nem todos os papéis amassados na lixeira, porque todo texto bom de ser lido antes foi rascunho. E, por mais belo que seja, é natural que, ao relê-lo, percebamos uma palavra para ser acrescentada, trocada, excluída. A ausência de uma vírgula. A necessidade de um ponto. Uma interrogação que surge de repente.Viver é refazer o próprio texto muitas, incontáveis, vezes.

Não sei exatamente em que momento comecei a despertar. O que sei é que não quero aquele sono outra vez.

"A vida tem a cor que agente pinta..."

"Ô minha filha, as suas dores não são as maiores do mundo e nem vão ser. Sacode a poeira. Toma um banho de rio. Abre essas asas. Grita alto, chora baixo. Pula alto e cai de cara. Desenha toda a beleza do mundo. Compra uma caixa de lápis de cor e sai aí colorindo a vida."
(Tati Bernardi)

Ser vivente!

"O tempo, de vento em vento, desmanchou o penteado arrumadinho de várias certezas que eu tinha, e algumas vezes descabelou completamente a minha alma. Mesmo que isso tenha me assustado muito aqui e ali, no somatório de tudo, foi graça, alívio e abertura. A gente não precisa de certezas estáticas. A gente precisa é aprender a manha de saber se reinventar. De se tornar manhã novíssima depois de cada longa noite escura. De duvidar até acreditar com o coração isento das crenças alheias. A gente precisa é saber criar espaço, não importa o tamanho dos apertos. A gente precisa é de um olhar fresco, que não envelhece, apesar de tudo o que já viu. É de um amor que não enruga, apesar das memórias todas na pele da alma. A gente precisa é deixar de ser sobrevivente para, finalmente, VIVER. A gente precisa mesmo é aprender a ser feliz a partir do único lugar onde a felicidade pode começar, florir, esparramar seus ramos, compartilhar seus frutos."
(Ana Jácomo)

Muito, muito além!

(Autoria Desconhecida)

Amanhã pode ser tarde!

P.s: Família... Amigos verdadeiros... Pessoas especiais... Eu amooooo vocês!!! De verdade verdadeira e deeeeeeesse tantão!


"Você é quem decide o que vai ser eterno em você, no seu coração. Deus nos dá o dom de eternizar em nós o que vale a pena, e esquecer definitivamente aquilo que não vale."
(Pe Fábio de Melo)

Tudo quites!


'Meu amor independe do que me fazes. Não cresce do que me dás. Se fosse assim ele flutuaria ao sabor dos teus gestos. Teria razões e explicações. Se um dia teus gestos de amante me faltassem, ele morreria como a flor arrancada da terra. “Amor é estado de graça e com amor não se paga.” Nada mais falso do que o ditado popular que afirma que “amor com amor se paga”. O amor não é regido pela lógica das trocas comerciais. Nada te devo. Nada me deves. Como a rosa que floresce porque floresce, eu te amo porque te amo.'

(Rubem Alves)
"A gente não faz amigos, reconhece-os."
(Vinícius de Moraes)

sábado, 18 de setembro de 2010

Eso es lo que me gusta...

Pois é...

'Quando nada acontece,
há um milagre que não estamos vendo.'

Guimarães Rosa

Colors, colors!



'Às vezes eu tenho a impressão de que alguns sorrisos são ondas que começam no coração, brincam de sol nos olhos e, instantaneamente, levam clarão para a boca, para o rosto todo, para a vida inteirinha.'
Ana Jácomo

'Que a importância de uma coisa
há que ser medida pelo encantamento que a coisa produza em nós.'

Manoel de Barros

Sim, estou aprendendo


'Estou aprendendo com a noite. Dá sempre para encontrar a luz de dentro, quando a luz de fora se apaga.
Estou aprendendo com as manhãs. Que elas esperam pacientemente, para que eu aconteça.
Estou aprendendo com os rios. A me deixar levar pela correnteza das águas, sem temer a queda livre das cascatas.
Estou aprendendo com as chuvas. Que sem aviso, despencam dos céus e lavam minha alma, revigorando-me as forças.
Estou aprendendo com os raios. Que riscam a Via-Lactéa, para que ela não perca a magia.
Estou aprendendo com os trovões. Que ribombam nos céus, para provar que algumas coisas ainda me assustam.
Estou aprendendo com o silêncio. A descartar as coisas ruins, para que elas não voltem a me machucar como antes.
Estou aprendendo com as crianças. A correr de um lado para o outro uma porção de vezes, com um sorriso incansável no rosto.
Estou aprendendo com os idosos. A não ter a cabeça baixa, porque meus ossos não estão presos num corpo velho, e sim na elástica infantilidade da alma.
Estou aprendendo com os meus pais. Que às vezes se afastam para que me possam ver chegar ao alto.
Estou aprendendo com as rosas. Que não preciso destruir o jardim de dentro de mim, se eu aguardar o tempo certo para florescer.
Estou aprendendo com as pedras. Que se fazem de chão para que eu possa andar em cima.
Estou aprendendo com as quedas. Que é possível levantar sozinho, com a intensidade de quem se pertence.
Estou aprendendo com a tristeza. A reconhecer o sorriso que se arrasta pelos cantos da boca.
Estou aprendendo com as navalhas. A iluminar seus fios e afastá-los da minha garganta.
Estou aprendendo com o tempo. A esquecer o cheiro que tinha o perfume do ressentimento, quando vendi minha alma a prestações que o outro não podia pagar.
Estou aprendendo com a solidão. A não me trancafiar no calabouço da indiferença, só porque as coisas não saíram como eu esperava.
Estou aprendendo com as guerras. A estender a mão completamente coberta de sangue, para pedir de joelhos que larguem as armas.
Estou aprendendo com os erros. Que ao me ver, balançam a cabeça e pedem em silêncio para que eu me recomponha.
Estou aprendendo a ter coragem. Me livrando de tudo o que me faz mal, e levando na algibeira da alma, só o que eu possa carregar.
Estou aprendendo a aceitar. Que a vida sabe alguma coisa de nós, que nem nós próprios descobriremos.
Estou aprendendo com os pássaros. A arriscar um vôo, sem pedir licença, mesmo com as asas estraçalhadas.
Estou aprendendo com os ventos. A mudar o rumo, sem qualquer explicação. Estou aprendendo com as estradas. A seguir em frente, e deixar que os caminhos me escolham.'

Pipa